Para saber se a bomba de combustível está com problema, gire a chave para a posição ligada, sem dar partida, em local silencioso, e ouça perto do tanque: o normal é um zumbido curto, por alguns segundos, que depois cessa. Silêncio ou ruído estranho aponta para a bomba, o fusível, o relé ou o comando, e a confirmação é com a oficina.

O que a bomba faz

A bomba elétrica dos carros com injeção costuma ficar dentro do tanque e envia combustível sob pressão até os bicos injetores. Sem pressão, o motor gira na partida e não pega. Em muitos carros, ao ligar a chave a central comanda a bomba por alguns segundos para pressurizar o sistema. É esse zumbido que você escuta no teste. O tempo e a intensidade variam por modelo, então o que importa é notar a diferença entre o que você ouve e o que costumava ouvir.

Teste do zumbido, passo a passo

  1. Estacione em local plano, desligue rádio, ar-condicionado e ventilador, e peça silêncio.
  2. Todos os passageiros ficam em silêncio e com as portas fechadas.
  3. Gire a chave (ou aperte o botão) para a posição ligada, sem acionar a partida. Em carros com botão, aperte sem pisar no freio, se isso evitar a partida.
  4. Preste atenção na região traseira, perto do tanque e sob o banco de trás, em geral. Se puder, peça a alguém para escutar do lado de fora, perto do tanque.
  5. Repita duas ou três vezes, desligando e ligando de novo.

Interpretação:

O que você ouve O que pode significar
Zumbido curto e regular, depois silêncio A bomba recebe energia. A falha pode estar na pressão, no filtro ou em outro sistema
Nenhum som Fusível, relé, interruptor de corte, fiação ou bomba
Zumbido alto, áspero ou irregular Bomba desgastada ou com sujeira
Zumbido contínuo, sem parar Possível falha no comando da bomba ou na central; a oficina avalia

Se estiver sentindo cheiro forte de combustível durante o teste, pare e afaste-se: há vazamento, e a oficina precisa ver antes de qualquer partida.

Fusível e relé

Fusível

Com o carro desligado, localize a caixa de fusíveis (o manual indica) e identifique o fusível da bomba. Olhe o filamento: rompido ou escurecido indica queimado. Não troque por um de amperagem maior. Se o novo queimar de novo, há curto, e o caminho é a oficina.

Relé

O relé da bomba fica na caixa de fusíveis, e a posição varia por modelo. Quem testa o relé é o técnico. O que o dono do carro pode fazer é saber que existe e informar a falta de zumbido.

Interruptor de corte por impacto

Alguns modelos têm um interruptor que corta a bomba em caso de batida ou forte impacto. Quando o carro passou por pancada ou tombo, o manual mostra se existe e como rearmá-lo. Em muitos casos o procedimento é simples e está descrito; se o manual não trouxer, a oficina faz.

Bomba fraca ou bomba queimada

A diferença está no comportamento:

Bomba queimada: o carro não pega, sem zumbido, e fica assim. O motor gira na partida e não dá sinal de vida.

Bomba fraca: o carro pega, mas apresenta sintomas, como:

  • perda de potência em subida ou com o carro carregado;
  • engasgos em alta velocidade ou ao acelerar forte;
  • demora para pegar, principalmente com o motor quente;
  • ruído alto vindo do tanque;
  • morrer em marcha lenta e voltar a pegar depois.

Esses sintomas pedem diagnóstico, porque filtro de combustível entupido, vela, bobina e sensores também geram sintomas parecidos. A oficina mede a pressão no sistema com manômetro e compara com o valor do fabricante, que varia por modelo.

Como achar o fusível e o relé do seu modelo

A posição do fusível e do relé da bomba varia por marca, modelo e ano. Há carros com uma caixa no painel, outros com a caixa no cofre do motor, e alguns com duas, com identificação em códigos ou símbolos. A tampa da caixa costuma trazer o diagrama, e o manual do proprietário traz a tabela completa. Procure pela legenda da bomba (muitas vezes como "bomba", "fuel pump" ou um símbolo de combustível). Cada posição tem a sua amperagem, impressa no próprio fusível, e a troca deve respeitar esse valor. Depois de achar, só olhe: fusível queimado se reconhece pelo filamento partido, e a reposição por um idêntico é simples quando o carro está desligado.

O que o tanque baixo faz com a bomba

A bomba trabalha mergulhada no combustível, que a refrigera e lubrifica. Rodar sempre com o tanque na reserva expõe a bomba a mais calor e a mais sujeira do fundo, e pode encurtar a vida dela. Um hábito simples é reabastecer quando o ponteiro chega a um quarto do tanque. Não é regra do fabricante, e sim uma prática que reduz o desgaste. Combustível de procedência duvidosa também sobrecarrega bomba e filtro.

Outras causas que parecem bomba

  • Tanque vazio ou combustível ruim. Parece óbvio, mas o marcador pode falhar.
  • Filtro de combustível entupido. Reduz a vazão e imita bomba fraca.
  • Partida a frio de carro flex, que depende do sistema auxiliar de etanol em alguns modelos.
  • Falha de ignição (vela, bobina, cabos).
  • Sensor de rotação ou de fase, que impede a central de liberar a injeção.
  • Bateria fraca, que gira o motor devagar demais para pegar.

Segurança: o que não fazer

Combustível é inflamável. Não solte mangueiras, não abra o tanque nem a linha de combustível, e não faça "ponte" para ligar a bomba. Não fume, não use chama e não acione o carro em local fechado com cheiro de gasolina. O trabalho com a bomba é da oficina, que despressuriza a linha antes de abrir qualquer conexão.

Quando chamar um técnico (e o guincho)

Chame o profissional quando:

  • não há zumbido, o fusível está bom e o carro não pega;
  • há zumbido, mas o carro gira e não pega, e o combustível está no tanque;
  • você sente cheiro forte de gasolina;
  • o carro apresenta falhas em subida, repetidas.

Bomba queimada deixa o carro parado: um guincho leva até a oficina para a troca, evitando insistir na partida, que só descarrega a bateria. Na oficina, peça que o mecânico informe a pressão medida, se o filtro foi trocado junto e se o fusível e o relé foram conferidos, e pergunte se a bomba nova vem com garantia de peça e de serviço.